Inteligência emocional. Essa é uma palavra que, talvez, você já tenha ouvido em uma reunião, entrevista profissional ou no dia a dia na voz de uma liderança de sua empresa.

Quem sabe, você já deve saber qual é a importância dela em sua vida, mas ainda não descobriu os meios de desenvolvê-la.

Saiba que a inteligência emocional é uma das competências mais requisitadas nas empresas hoje e também será no futuro. Inclusive a crise causada pelo COVID-19 tem feito grandes corporações acelerar o processo de tratamento da inteligência emocional de seus colaboradores.

Se você está lendo sobre esse assunto pela primeira vez, tenho uma excelente notícia: o guia a seguir foi feito para você — mesmo para quem já lida com a própria inteligência emocional.

Pois, este conceito é um processo, um exercício que nunca chega ao fim. Afinal de contas, nós sempre podemos aprender mais. Seja com os erros cometidos, com os objetivos que almejamos ou nas experiências que compartilhamos.

Para isso tudo, inteligência emocional é a resposta. Fique comigo ao longo desta leitura, e aprenda a descobrir como essas duas palavras têm o poder de transformar os seus pensamentos e atitudes gradativamente!

 

O que é inteligência emocional?

Inteligência Emocional

O conceito de inteligência emocional foi popularizado pelo psicólogo Daniel Goleman, que o estudou à exaustão em seu livro homônimo à ideia. Originalmente, a questão — que também foi trabalhada em âmbito psicológico — foi levada em conta pelos psicólogos Peter Salovey e John Mayer. 

E, para eles, a inteligência emocional é uma habilidade individual de processamento das informações trazidas pelas emoções. Consequentemente, trata-se da maneira com a qual cada um reage a elas.

Resumidamente, estamos falando das questões que nos ajudem a:

  • Reconhecer nossas reações diante de cada emoção;
  • Regular o afloramento delas quando — e onde — necessário;
  • Aproveitar-se delas para estimular na conquista de novos objetivos e metas;
  • Ter mais empatia, que significa o reconhecimento das emoções dos outros.

 

É, portanto, um processo extenso e contínuo em nossas vidas no qual aprendemos com os erros, entendemos melhor as dificuldades dos outros (e as nossas próprias) e lidamos diariamente com as respostas de nossas emoções a todo tipo de situação — seja ela pessoal ou profissional.

O resultado disso pode mostrar a você como evitar que o estresse domine os seus pensamentos ou que a fadiga mental impeça você de levantar-se, pela manhã, com a disposição necessária para alcançar o sucesso imediato daquele dia. Sem falar nas melhorias significativas em suas relações familiares e de qualquer espécie, na verdade.

Só que essa é a parte básica da inteligência emocional. A questão seguinte, e mais desafiadora, é a seguinte: como fazer isso?

 

Como dominar a inteligência emocional gradualmente?

Toda decisão que tomamos vem com a consequência de uma escolha. Optamos pela demissão de um emprego desestimulante, pelo término de um relacionamento tóxico, pelo início de um novo curso profissionalizante… Assim como tomamos decisões que impactam negativamente os nossos objetivos.

Independentemente de qual seja, a sua decisão foi tomada naquele instante. E o domínio da inteligência emocional, parte justamente, do autocontrole em racionalizar a melhor escolha e ponderá-la sem que as emoções dominem completamente o seu julgamento.

Quantas pessoas você conhece que fizeram decisões ruins por conta do nervosismo, da timidez, da insegurança e por conta de outras crenças limitantes? Oras, quem nunca, não é mesmo?

Entenda, então, quais são as maneiras que as pessoas com maior inteligência emocional mais utilizam para mudar esse panorama!

 

Negocie consigo

É difícil e sempre será um esforço, mas a inteligência emocional surge da mediação que você faz com os seus argumentos e contra-argumentações. Por exemplo: controlar o impulso por um docinho, à tarde, quando você sabe que ele faz mal a você. Mas a recompensa é imediata e, muitas vezes, alivia o estresse.

Entretanto, esse docinho tem a sua parcela de culpa (física e psicológica) nos malefícios que você pode argumentar. E, aí, é importante aprender a mediar essas questões — das menores às mais impactantes — para que a razão prevaleça.

 

Tolerância

Existem coisas que fazem o sangue ferver, e isso ocorre em graus distintos entre as pessoas. No entanto, é perigoso deixar que a frustração, a melancolia e a ira se sobressaiam aos outros sentimentos e também à razão em determinadas situações.

Um exemplo comum é o colega de trabalho que assume para si o crédito de outras pessoas. Em vez de recair à fúria e descontar a frustração nessa pessoa, você pode optar por fazê-lo perceber o erro em atitudes como essa ou, até mesmo, entender o lado desse colega, e ajudá-lo a avaliar os motivos pelos quais ele toma esse tipo de atitude.

 

Qual é o objetivo disso tudo?

Inteligência Emocional

Como reforcei, no tópico anterior, inteligência emocional tem tudo a ver com o autoconhecimento e em saber como reagir diante de qualquer tipo de situação — seja ela adversa ou não.

Não se trata, então, de alcançar a felicidade definitiva. Primeiramente, porque isso não existe. A sua felicidade, o sucesso imediato e a plenitude são conquistas que temos que batalhar incessantemente para almejar e garantir a manutenção desses níveis de alegria. Algo que vem amparado por frustrações, tristezas e outros sentimentos negativos.

Por sua vez, a inteligência emocional contribui para que você responda melhor a todo cenário que deparar-se no seu caminho. Na intenção de deixar essa questão ainda mais clara, confira algumas das vantagens em exercitar continuamente esse conceito nas suas ações, pensamentos e comportamentos:

  • Facilidade na construção e manutenção das relações sociais;
  • Construção da empatia;
  • Estabilidade emocional;
  • Habilidades construídas para os melhores cargos de liderança;
  • Maturidade psicológica.

 

São questões, portanto, que valorizam tanto o aspecto pessoal quanto as relações profissionais. E você só vem a ganhar com isso aprendendo, inicialmente, a construir a inteligência emocional no seu perfil.

 

Quais são os pilares da inteligência emocional?

Com o que vimos, até aqui, deve ter dado para perceber como se empilha os benefícios da inteligência emocional. Vamos, então, descobrir como essa ideia sustenta todas as suas decisões no dia a dia. Confira quais são os seus respectivos pilares!

 

Autoconhecimento emocional

Isso aqui diz respeito não apenas ao reconhecimento das emoções, mas à identificação da presença delas em seus pensamentos e atitudes. Pode ser inveja, frustração, tristeza, angústia, ansiedade… Escolha a que quiser — além de emoções positivas, é claro.

A questão está em saber quando e como elas se manifestam para que você compreenda as causas que fazem-nas engatilhar à flor da pele em suas expressões e atitudes. Consequentemente, você se permite a adoção de medidas para entendê-las cada vez mais e dominá-las, por fim.

 

Controle emocional

Entra aqui, o assunto que finalizamos o último tópico. O controle emocional é uma característica importante, já que serve para não ignorar os problemas. Ou seja: é uma ferramenta para lidar diretamente com as suas emoções, evitando aflorá-las descontroladamente e, tampouco, mantê-las soterradas.

Enfrentamento é a palavra de ordem aqui, e a inteligência emocional é o centro desse pilar que a sustenta. Quanto mais você entender os seus sentimentos, mais fácil será o controle de uma emoção intensa e também a resposta proporcional em suas atitudes.

 

Automotivação

Mais um pilar difícil de construir e de mantê-lo sustentado no dia a dia, mas com imensos benefícios. É importante decifrar aquilo que motiva você a sair da cama, a fazer um bom trabalho, a relacionar-se com as pessoas e a ser alguém constantemente melhor.

Por meio da automotivação, você tem o combustível necessário para continuar acelerando mesmo diante de um cenário adverso ou de um obstáculo à frente da conquista dos seus objetivos. E, principalmente, é uma característica que ajuda você a aprender, cada vez mais, a superar tais barreiras.

 

Empatia

É virtualmente impossível falar de inteligência emocional sem acrescentar a empatia à frase. E sabe por quê? Porque nem tudo o que temos que aprender vem das nossas experiências: elas vêm, também, do que um colega está vivendo e de como ele está reagindo a determinada situação.

E, daí, você desenvolve esse conceito psicológico tão relevante a partir da compreensão em lidar com as pessoas, estejam elas tristes, frustradas ou tomadas de raiva e angústia. Colocar-se no lugar dos outros faz com que entendamos, cada vez mais, como é a sensação que eles estão enfrentando naquele momento.

 

Relacionamentos interpessoais

Saber relacionar-se é fundamental na inteligência emocional, pois reflete como você se comporta em um ambiente coletivo. E estou falando em qualquer esfera, podendo ser na sua sala de trabalho, na sala de estar de sua residência ou mesmo no caso de você ser uma figura pública e dirigir-se à centenas de milhares de pessoas ao mesmo tempo.

Vale ainda destacar, que isso está intimamente relacionado ao pilar citado anteriormente, de empatia. Com o tempo, você aprende a abordar, ouvir e falar com as pessoas e a transformar esse relacionamento em algo mais sólido e duradouro.

 

Como usar a inteligência emocional para o sucesso profissional?

Inteligência Emocional

Destacamos que a inteligência emocional serve tanto para as suas relações pessoais quanto para o dia a dia corporativo. Vamos entender, então, como ela pode ser aplicada no ambiente de trabalho e, com isso, desenvolver o seu sucesso profissional?

E já vale dizer que esse conceito garante bons resultados para a trajetória de sua carreira. Independentemente de você ser um profissional autônomo, que trabalhe sozinho de sua casa, ou de um líder da maior equipe de sua empresa. Afinal de contas, as emoções vão surgir, na rotina, e você deve aprender a lidar com elas não importando a intensidade delas.

Por isso, experimente ouvir mais os colegas de trabalho, argumente mais e relacione-se tendo em vista os benefícios de uma questão de maneira coletiva, e não apenas para os seus interesses. Tudo porque a inteligência emocional se apresenta, no ambiente de trabalho, das seguintes maneiras:

  • Nos líderes mais respeitados da empresa;
  • Naquelas pessoas que alinham-se ao que esperam delas, rapidamente;
  • Naqueles profissionais que são mais queridos e inspirados pelos outros;
  • Naqueles colegas que ajudam a resolver problemas, que envolvem mais colegas no processo e que compartilham resultados;
  • Nos indivíduos que se prestam a ouvir e dar feedbacks;
  • Nos profissionais mais imparciais e engajados em argumentar com a razão e não a emoção.

 

Flexibilidade, criatividade e equilíbrio

Vale destacar, então, que as pessoas que praticam a inteligência emocional são, no geral, mais flexíveis, curiosas, equilibradas (que sabem dizer não, portanto, com a mesma frequência que dizem sim) e desprovidas de interesses ocultos. Elas são mais transparentes e ouvem todos os lados antes de tomar uma decisão, seja lá qual for.

Bom lembrar ainda, que esse perfil de profissional não guarda rancor do próximo, valoriza a própria saúde e o bem-estar e também das pessoas ao redor.

Assim, fica fácil perceber que você pode desenvolver a sua carreira apoiando-se, inicialmente, no autoconhecimento e em como você age e reage às mais diversas ocasiões. Quanto melhor for essa compreensão, melhor será a maneira com a qual você vai se relacionar com tudo ao seu redor. 

 

Quais são as melhores dicas para desenvolver a inteligência emocional?

Tomando como base os pilares da inteligência emocional e os benefícios que existem em praticá-la cotidianamente, vamos entender como você pode exercitar o seu desenvolvimento da melhor forma possível?

 

Pratique Mindfulness

Já ouviu falar em mindfulness? É um tipo de meditação que ajuda a identificar as emoções e os pensamentos associados a elas, quando surgem diante de você. Assim, é possível compreender o motivo pelo qual esses pensamentos são despertados quando certos sentimentos vêm à tona.

Com o tempo, a ideia é fazer com que você exercite o controle emocional e não se deixe entregar às respostas imediatas e às sensações e sentimentos que você percebe diante de determinadas situações.

A melhor parte é que a meditação é uma prática que exige pouco esforço e tempo, até no seu dia a dia. Tem quem medite apenas 5 minutos diariamente, e já consegue distinguir alguns benefícios nessa prática. Nesse sentido, você pode iniciar a prática realizando-a por poucos minutos e ir gradativamente aumentando o tempo conforme a sua disponibilidade e interesse nessa atividade.

 

Mantenha um diário atualizado constantemente

A reflexão é parte elementar do crescimento pessoal e profissional. E existem poucas ferramentas tão relevantes para isso quanto um diário. Com ele, você reprisa os acontecimentos do dia e pode dar ênfase às suas recepções emocionais aos fatos. 

Isso ajuda a criar um entendimento maior sobre as suas percepções e pode até mesmo melhorar a sua autoestima. O diário é um meio de desabafar e oferece ao seu autor novas maneiras de sair da sua zona de conforto para mudar tudo aquilo que foi dito ou feito (ou negligenciado) nas próximas oportunidades.

 

Pratique a técnica do salto

Essa é uma maneira de aprimorar a sua empatia. E para isso, o exercício deve ser trabalhado de maneira pontual para aproximar-se e debater com uma pessoa até entender o motivo de sua frustração, tristeza ou raiva.

Conhecida como a técnica do salto, a sua realização se dá por meio de uma abordagem simples e de um ponto seguro de afirmação e, assim, seguir para o diagnóstico preciso daquele sentimento.

Um exemplo: digamos que uma pessoa esteja visivelmente irritada. Você pode abordá-la, então, e ressaltar que a sua expressão condiz com alguém irritado. O rosto vermelho costuma ser uma característica evidente. Em seguida, destaque a emoção que parece tão estampada quanto a sua expressão facial. E a pessoa pode concordar ou não com o que você diz, mas talvez ela se abra e desabafe.

Além de desarmar a sua raiva, é possível compreendê-la e ajudá-la a sair desse ciclo vicioso. 

 

Aprenda a reconhecer os seus pontos fortes e fracos

Procure voltar-se para os seus pensamentos e compreender quais são os pontos que tendem a elogiar em você e quais são os aspectos que você — e outras pessoas — já comentaram que precisam ser trabalhados.

Dessa forma, você desenvolve a inteligência emocional de maneira direta e indireta: a partir de um autodiagnóstico que facilita a busca por mais conhecimento e por soluções para se tornar alguém ainda melhor (tanto nos pontos de melhoria quanto nos pontos fortes).

 

Por onde começar?

Como deve ter dado para perceber, a inteligência emocional é uma prática sem hora para acabar. E nem deveria! O desenvolvimento é algo inerente à humanidade e nos torna sempre melhores.

É claro que, como já adiantei, não se trata de uma tarefa simples ou fácil. Diariamente, você vai se frustrar, duvidar de suas competências e habilidades e, até mesmo, pensar em desistir dos seus projetos e objetivos. Sejam eles de curto, médio ou longo prazo!

Desse modo, vale a pena buscar um auxílio profissional de qualidade e que pode fazer toda a diferença no alcance de uma inteligência emocional cada vez mais blindada. 

 

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Faça parte do grupo de pessoas que são os verdadeiros capitães de suas vidas. Que possuem nível elevado de inteligência emocional e a capacidade de facilmente mudar seus hábitos, e conquistar todos seus objetivos.

Aguardo seu contato. 😉

 

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Até o próximo artigo!

👉 Artigo adaptado do original publicado em Febracis Blog

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